quarta-feira, 29 de abril de 2015

E surge a Literatura




Ah, livros! Aqueles amontoados de papel que fazem tantas pessoas mais felizes nos minutos, ou horas, que deixam um pouco da realidade de lado para viajar nas páginas repletas de palavras que parecem ter poderes mágicos sobre nossa imaginação! 
 
Bom, essa mágica começou a surgir milênios atrás com a invenção da escrita, pelos sumérios, donos dos documentos mais antigos encontrados pelo homem até hoje (datados de 3000 anos a.C.) com o que podemos definir palavras ou escrita. 
Está certo que naquela época o surgimento dessa organização de símbolos que representavam imagens ou palavras faladas tinha propósitos econômicos e de controle comercial, e não de entreter. 


Contudo, estórias são registradas pelo ser humano desde a era pré-histórica, através de desenhos, e foi ali que, podemos dizer, surgiu a literatura, mesmo que historiadores e estudiosos marquem esse princípio na Grécia, com Homero, autor de a Ilíada e A Odisseia, enquanto outros discordam dizendo que foi na China há mais de 3000 anos antes de Cristo que a literatura fez suas primeiras aparições, em obras como A Arte da Guerra de Sun Tzu.


A literatura é uma arte cheia de raízes e divisões, estilos e licenças poéticas, o que a torna difícil de compreender totalmente, mas fácil de se apreciar.
Por manter uma relação bastante próxima com a história, esse gênero é organizado em uma cadeia temporal ditos períodos literários, correspondentes ao estilo e contexto da época em que as obras foram escritas. São eles:
 
- Trovadorismo (Séculos XII a XIV): Período que trouxe aspoesias líricas palacianas; o amor impossível e platônico transforma o trovador num vassalo da mulher amada, exemplo do amor cortês. Neste período, também foi comum o poema satírico, representado pelas cantigas de escárnio (crítica indireta) e de maldizer (crítica direta). 
 
- Humanismo (Séculos XIV ao XVI): Foi a partir daqui que “o homem passa a ser mais valorizado com o início do humanismo renascentista. A literatura mantém características religiosas, mas nela já se podem ver características que serão desenvolvidas no Renascimento, como a retomada de ideais da cultura greco-romana”.



- Classicismo (Século XVI ao XVII): Seu principal elemento é o resgate de formas e valores da cultura greco-romana, consideradas clássicas. Nos países de tradição católica forte as ideias de contrarreforma, que também foram características fortes dessa época, deixaram marcas profundas.



- Neoclassismo (Século XVIII): Caracteriza-se pela “valorização da razão e da ciência para se chegar ao conhecimento humano. Os filósofos iluministas fizeram duras críticas ao absolutismo”. Foi nessa mesma época que surgiram pela Europa as primeiras traduções dos contos de As Mil e Uma Noites.



- Romantismo (Primeira metade do Século XIX): Nesse movimento literário “há uma valorização da liberdade de criação. A fantasia e o sentimento são muito valorizados, o que permite o surgimento de obras de grande subjetivismo. Há também valorização dos aspectos ligados ao nacionalismo”. 


Edgar Allan Poe


- Realismo (Segunda metade do Século XIX): “Mostra de forma crítica a realidade do mundo capitalista e suas contradições. O ser humano é retratado em suas qualidades e defeitos, muitas vezes vítimas de um sistema difícil de vencer”.



 
 
Referencial Teórico:

- Mundo Educação - Literatura  <http://www.mundoeducacao.com>

- Sua Pesquisa.com < http://www.suapesquisa.com/literatura/>


- Brasil Escola <http://www.brasilescola.com/literatura/historia-da-literatura.htm>


- The Literature Network <http://www.online-literature.com/periods/timeline.php>


- The British Museum <http://www.britishmuseum.org/explore/themes/writing/literacy.aspx>
                                <http://www.britishmuseum.org/explore/themes/writing/historic_writing.aspx>


- Impressos, Do impresso à hipermídia - A História da Escrita <http://webeduc.mec.gov.br/midiaseducacao/material/impresso/imp_basico/e1_assuntos_a1-6.html>  
 




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